Direito da Saúde

Lipedema: Como Garantir seu Direito ao Tratamento pelo Plano de Saúde

18 de abril de 20268 min de leituraPor Marina Donini
Lipedema: Como Garantir seu Direito ao Tratamento pelo Plano de Saúde

O lipedema é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo anormal de gordura nos membros inferiores, afetando predominantemente mulheres. Apesar de ser reconhecido pela Classificação Internacional de Doenças (CID-10) e pela Resolução Normativa nº 465/2021 da ANS, muitas operadoras de plano de saúde ainda negam a cobertura dos tratamentos,o que é ilegal.

O que os planos de saúde são obrigados a cobrir?

A partir da Resolução Normativa nº 465/2021 da ANS, os planos de saúde passaram a ser obrigados a cobrir procedimentos para tratamento do lipedema, incluindo drenagem linfática manual, terapia de compressão, medicamentos prescritos e, em casos indicados, o tratamento cirúrgico (lipoaspiração com técnica tumescente para lipedema). A recusa é considerada negativa indevida de cobertura.

Quais são os principais tratamentos cobertos?

Os principais tratamentos incluem: drenagem linfática manual especializada, uso de meias e bandagens de compressão, fisioterapia, acompanhamento nutricional e médico especializado. Em estágios mais avançados (III e IV), a cirurgia pode ser indicada,e, nesse caso, o plano também tem obrigação de cobrir o procedimento.

O que fazer quando o plano nega a cobertura?

Quando a operadora nega o tratamento, o primeiro passo é formalizar o pedido e colher a negativa por escrito. A seguir, é possível registrar reclamação na ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) ou ingressar com medida judicial,que, nesses casos, tem alta taxa de êxito. Decisões liminares (tutela de urgência) são frequentemente concedidas, obrigando o plano a custear o tratamento ainda durante o processo.

Tenho direito a indenização por dano moral?

Sim. A negativa indevida de cobertura por parte do plano de saúde pode gerar dano moral indenizável, especialmente quando causa sofrimento, agravamento do quadro clínico ou constrangimento. O valor da indenização é definido pelo juiz, considerando a gravidade da situação e o impacto na vida da paciente.

Por que buscar orientação jurídica?

Um advogado especializado orienta sobre os documentos necessários, acompanha o processo perante a ANS e, se necessário, ingressa com ação judicial para garantir o acesso ao tratamento de forma rápida e segura. Muitas mulheres conseguem o custeio do tratamento em poucos dias por meio de decisão judicial liminar.

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